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Pelos cálculos da câmara municipal, a comunidade estrangeira rondará as 250 pessoas
Estrangeiros fixam-se em Ferreira do Zêzere e ajudam a atenuar perda de população

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Edição de 2012-04-19
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A comunidade estrangeira residente em Ferreira do Zêzere representa já cerca de 3 por cento da população, uma realidade que a autarquia valoriza tendo em conta que o concelho tem vindo a perder população. “Estas pessoas transformam o saldo negativo num valor menos negativo”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, Jacinto Flores (PSD), frisando ainda o valor económico desta presença, bem como o contributo em áreas como o social e o associativismo.

Desde 2009, foram 118 os estrangeiros (na maioria ingleses) que pediram visto de residência no concelho, mas, nos cálculos da autarquia, a comunidade estrangeira rondará as 250 pessoas, numa população que tem actualmente pouco mais de 8.000 residentes. “Permitem ir repondo um pouco a população que vamos perdendo, devido ao facto de sermos um concelho do interior e termos alguma dificuldade em atrair população”, disse o autarca.

Se parte significativa dos estrangeiros que se fixa no concelho “vem apenas para gozar uma velhice mais calma”, os mais jovens desenvolvem actividades que contribuem para o crescimento económico e empresarial, afirmou. Dão contributos no comércio, na indústria, “lançam produtos novos, têm outra visão sobre o território, sobre as próprias pessoas e conseguem lançar alguns produtos que nós tínhamos dificuldade em desenvolver e eles, devido à mentalidade que têm, conseguem criar coisas novas”, disse.

Um dos exemplos é o do belga Christian Dierickx, treinador de triatlo que fez um acordo com a autarquia e está a explorar a Casa do Lago (junto ao Lago Azul) como um centro de treino de CrossFit e Triatlo.

Outro, que Jacinto Lopes aponta como “marcante”, é o do músico irlandês Brian Mackay que “permitiu desenvolver um cartaz cultural em Agosto de nível europeu”, ao realizar um workshop para cantores líricos em final de formação e um festival de ópera que conquistou a população na primeira edição realizada em 2011.

A comunidade estrangeira, que se começou a fixar em Ferreira do Zêzere há mais de uma década, não se fecha em si mesma e envolve-se na vida social e associativa, sublinhou. “São pessoas um pouco mais atentas até que nós para a área social, para o associativismo, o que é óptimo porque por vezes nos dão lições”, declarou.

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