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Responsável da Comissão Nacional da Unesco diz que é um projecto que faz todo o sentido
Unesco diz que candidatura da cultura avieira a património da Humanidade exige envolvimento das comunidades

Edição de 2011-06-22
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A responsável pela área da Cultura da Comissão Nacional da Unesco afirmou sexta-feira que a candidatura da cultura avieira a património imaterial da Humanidade, ainda em estudo, “não vingará se não envolver as comunidades locais detentoras desse património”. Clara Bertrand Cabral falava em representação da Unesco na abertura do II Congresso Nacional da Cultura Avieira, que nesse dia se iniciou em Santarém. A candidatura a património imaterial da Humanidade é ainda uma intenção, enquanto está já a ser elaborada uma candidatura a património nacional.

A responsável da Comissão Nacional da Unesco afirmou que não conhece em detalhe a candidatura da cultura avieira a património nacional, mas sublinhou que, pelo que lhe foi transmitido pelos coordenadores, “é um projecto que consegue reunir estas condições e que faz todo o sentido porque tenta promover o desenvolvimento integrado de toda a região”.

Baseada naquilo que são os pressupostos da Convenção da Unesco para a inscrição de um item nos registos de património cultural e imaterial, Clara Cabral referiu que qualquer candidatura tem que ter por base “um património vivo que exista na actualidade e cujas comunidades locais beneficiem com a sua salvaguarda”.

Além disso, a responsável sublinhou que a salvaguarda desse património “não é possível se o projecto não introduzir variáveis de desenvolvimento económico, social e cultural em benefício dessas comunidades”. Outro dos aspectos sublinhados por Clara Cabral foi o da obrigatoriedade de que “a candidatura seja fruto de um trabalho visível no terreno e que a revitalização desse património respeite a continuidade e a identidade dessa forma de cultura”.

Jorge Justino, presidente do Instituto Politécnico de Santarém (instituição que coordena a candidatura da cultura avieira a património nacional), disse que estão em causa investimentos privados e públicos na ordem dos 30 milhões de euros que visam a requalificação das aldeias avieiras, a navegabilidade do rio Tejo entre Lisboa e Constância, o estudo genético e etnográfico das populações avieiras, a criação de um Museu do Tejo, a criação de uma rota turística ligada a esta cultura, a construção de infraestruturas portuárias, entre outros.

Legalização de casas é problema a resolver

A vice-presidente do instituto, Teresa Serrano, referiu que a candidatura da cultura avieira a património da Unesco não deverá acontecer ainda este ano mas sublinhou que o dossier de candidatura deverá avançar em simultâneo com o da candidatura a património nacional.

Um dos problemas das aldeias avieiras é o da legalização das casas e outras infraestruturas que foram ali construídas pelos pescadores ao longo das décadas. O presidente do Politécnico pediu o apoio das autarquias e das entidades públicas do Estado na resolução deste problema, nomeadamente através da realização de planos de pormenor.

João Leite, vereador da Câmara de Santarém, disse que a elaboração destes planos de pormenor, designadamente para a aldeia avieira das Caneiras (Santarém), só poderá avançar se existir o apoio de fundos comunitários.

Também o presidente do município da Azambuja, Joaquim Ramos, disse que o seu município só irá investir na elaboração destes planos se houver “comparticipação de fundos comunitários”.

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