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Uma talha de barro com cerca de um metro de altura foi o último achado
Obras em estrada de Seiça descobrem objectos centenários

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Edição de 2011-06-22
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As obras de remodelação da estrada 113-1, que atravessa a freguesia de Seiça, Ourém, estão a revelar objectos centenários, como faianças e, na semana passada, uma talha de barro com cerca de um metro de altura. O objecto, encontrado em frente à junta de freguesia, chamou a atenção da arqueóloga que acompanha os trabalhos, que estima a que o achado tenha entre 200 a 500 anos.

Será mais um exemplo do forte passado histórico que a localidade mostra ter e que tem vindo a ser descoberto aos poucos. Seara Rei é a arqueóloga que está a fazer o acompanhamento das obras de requalificação. No dia 13 de Junho foi descoberta, após uma remoção de terras, uma talha com cerca de um metro de altura. “É normal encontrar alguns materiais do género no concelho, mas é sobretudo no centro histórico”, esclareceu.

Ainda sem saber dar uma data precisa, Seara Rei estima que a talha tenha entre 200 a 500 anos, mas poderá ser mais antiga, até ao período romano. “Aqui em Seiça há histórias de achados do tempo romano, até porque passava por aqui uma estrada romana, que ligava Lisboa a Coimbra”.

A talha está fragmentada, mas ainda apresenta um bom estado de conservação. Como não tem fundo e está assente em argila, alvitra-se a hipótese de ter servido como depósito de cereais ou mesmo como um WC antigo. “É uma talha muito tosca, com cerca de dois centímetros de espessura e má cozedura. É muito rugosa, seria para uma função mais rural”.

Seiça aprofunda passado

A talha encontrada é apenas mais um passo nos estudos que a freguesia de Seiça está a realizar sobre o seu passado. Junto ao local onde se encontra a talha, foi comprada uma casa e uma eira onde irá nascer o futuro museu da freguesia. “A área em frente à junta de freguesia será o futuro parque de estacionamento”, informou o presidente da autarquia, Custódio Henriques.

A junta de freguesia, por outro lado, faz agora o levantamento histórico da localidade. Já foi encontrada a Carta do Bodo, na Torre do Tombo, e as referências mais antigas da freguesia datam de 1225. “Em 1385 passou aqui D. Nuno Álvares Pereira a caminho de Aljubarrota”, comenta Custódio Henriques, e “D. Afonso Henriques pernoitou aqui, em Vale do Cordel, a caminho de Santarém”.

“Há por aí muito espólio, romano, francês. O objectivo futuro é também ter um pólo na freguesia ligado ao transporte ferroviário, que aqui tem um significado muito importante. Estamos a recuperar a história da freguesia e o seu património”, terminou.

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