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Modernizar espaços lectivos e enquadrar de forma digna o edifício na paisagem são dois grandes objectivos
Obras na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes em Abrantes custam 15 milhões de euros

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A empreitada obriga a que, no próximo ano lectivo, os cerca de 800 alunos e 120 professores, tenham como salas de aula 30 contentores.

Edição de 2011-06-22
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A Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, vai estar em obras durante 18 meses e, no final da empreitada, poucos vão reconhecer o estabelecimento tal como ele é actualmente. A obra de ampliação e requalificação desta escola, enquadra-se no Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário promovido pela empresa estatal Parque Escolar e representa um investimento de 15 milhões.

O início das obras está previsto para dia 4 de Julho, logo após terminar a época de exames. A empreitada obriga a que, no início do próximo ano lectivo, os cerca de 800 alunos e 120 professores, tenham como salas de aula 30 contentores colocados numa zona separada do local da obra. Também os serviços administrativos vão funcionar em contentores. Os trabalhos “mais complicados”, nomeadamente as demolições de telhados, vão decorrer no período de férias, de modo a perturbar o menos possível o decorrer da actividade lectiva.

O projecto foi apresentado na passada semana, ficando-se a saber que alguns edifícios vão ser demolidos e outros vão ser construídos de raiz, existindo a preocupação de enquadrar o edifício na paisagem uma vez que se localiza num morro na periferia da cidade, com vistas privilegiadas. “Requalificar e modernizar todos os espaços lectivos e não lectivos, abrir a escola à comunidade e envolvente e, após a conclusão das obras, criar um modelo de gestão das instalações são os três pilares em que assenta esta obra”, disse Vítor Coelho, da Parque Escolar,

O arquitecto João Paciência explicou que colocou a trabalhar neste projecto uma vasta equipa de profissionais, onde se inserem arquitectos paisagistas. Há um pátio central que vai servir de elemento aglutinador da comunidade escolar, uma nova área de recepção e de recreio, oficinas, uma biblioteca, uma mediateca e espaços desportivos e até um Borboletário (ver caixa).

As janelas dos edifícios vão ser maiores e mais adequadas às normas funcionais e térmicas e vão ser trabalhados 38 mil metros quadrados de arranjos exteriores. “Queremos que esta escola dê o exemplo em termos ecológicos pelo que organizámos o espaço exterior nesse sentido, ao termos uma mata com características mediterrânicas”, disse Francisco Caldeira Cabral, arquitecto paisagista.

O director da escola, Alcino Hermínio, afirmou que o projecto “é de excelência”, acrescentando que a experiência do trabalho desenvolvido pela Parque Escolar assegura a segurança da comunidade escolar. “É uma escola nova e moderna que aqui vai nascer”, observou o responsável, tendo sublinhado que os trabalhos preparatórios decorrem há cerca de um ano e que “perspectivou desde logo uma separação física” entre a área escolar e a área de obra.

Vítor Coelho disse que os trabalhos e “a projecção das novas escolas” são sempre feitos em parceria com os responsáveis dos agrupamentos escolares, comunidade docente e discente, num “trabalho de parceria”. O programa da Parque Escolar, que se desenvolve em várias fases e tem como objectivo a intervenção em 330 escolas até ao ano 2015, continua a decorrer como planeado e que as três primeiras fases do mesmo “estão concluídas ou em curso”, abrangendo intervenções num total de 201 estabelecimentos de ensino. Conta até ao momento com 95 intervenções concluídas, com um investimento global previsto que ascende a 2 mil e 970 milhões de euros.

Uma escola com um Borboletário

No final da empreitada os alunos da Escola Dr. Manuel Fernandes vão ficar com um espaço denominado “Borboletário” onde podem assistir ao processo de nascimento de borboletas desde a fase do casulo. O pedido da escola pareceu tão original à equipa de arquitectos que foi incluída no projecto de requalificação, apresentado a semana passada neste estabelecimento de ensino.

“Trata-se de uma estrutura metálica, simples, com uma zona coberta. Considerámos que é uma ideia muito interessante e não deixa de ser um espaço pedagógico e não o quisemos excluir do projecto”, disse Francisco Caldeira Cabral, do Gabinete de arquitectos “João Paciência”, encarregue pela concepção do projecto.

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