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Pagamento de estacionamento a magistrados de Santarém questionado na câmara

Edição de 2011-01-27
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A decisão da Câmara de Santarém em pagar 19 lugares de estacionamento aos magistrados do tribunal da cidade no novo parque subterrâneo do Jardim da Liberdade foi questionada na última reunião do executivo. Um cidadão aproveitou o período destinado a intervenção do público para dizer que não entende tal medida, que vai custar anualmente aos cofres do município cerca de 15 mil euros.

António Neto, pessoa ligada à CDU e juiz social, disse ter ficado “perplexo” com essa decisão. Considera que nesta época de crise não devia ser assumido esse custo, referindo que, precisamente devido às dificuldades financeiras, a câmara demora a pagar o que deve a muitas pequenas e médias empresas.

Afirmando nada ter contra os magistrados, António Neto diz que devia ter sido negociado com a empresa concessionária do estacionamento tarifado um espaço que garantisse esses lugares sem onerar o município. E sublinha que, como juiz social que é, também presta um serviço de cidadania e não usufrui de lugar para estacionar gratuitamente quando tem de se deslocar ao tribunal.

Na resposta, o vereador Ricardo Gonçalves (PSD) diz que não se fez mais do que manter uma deliberação que já existe há cerca de uma década. A autarquia já há muito que reserva lugares para as viaturas dos magistrados, inicialmente nas traseiras do tribunal, depois nas traseiras do seminário e até há pouco tempo no arruamento de acesso ao Convento de São Francisco. Mas sempre sem custos.

No final de Outubro último esses lugares passaram a integrar a concessão do estacionamento à superfície na cidade, tendo os magistrados começado a estacionar os automóveis no parque subterrâneo do Jardim da Liberdade por iniciativa da câmara, que no dia 10 de Janeiro aprovou a avença com a Abispark que abrangeu ainda os meses de Novembro e Dezembro de 2010. Os dois vereadores do PS votaram contra a decisão da maioria PSD.

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