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Um dos empreiteiros declarou falência, outro desistiu do projecto
Castanheira do Ribatejo tem novo centro de saúde depois de sete anos de espera

A Ministra da Saúde inaugurou o centro de saúde de Castanheira do Ribatejo, uma obra que demorou sete anos a ser construída. Obras pararam duas vezes por abandono de empreiteiros.

Edição de 2008-12-18
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O novo Centro de Saúde de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, entrou segunda-feira em funcionamento. A unidade de saúde foi inaugurada no sábado pela ministra da Saúde, Ana Jorge, sete anos depois de iniciada a sua construção.

A ministra reconheceu a “capacidade de resistência” dos utentes da freguesia ao longo da “sucessão de empreiteiros” no processo de construção do centro de saúde. Ana Jorge recordou ter sido a responsável pela decisão de construir uma nova extensão de saúde na Castanheira, tomada em 1998 quando era presidenteda Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT).

Para a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, a inauguração surgiu como “uma prenda de Natal tardia”. A entrada em funcionamento das instalações, prevista para 2001, “não aconteceu porque a vida das empresas nem sempre correm como se espera”, justificou a autarca. A presidente de câmara recordou os “processos administrativos extremamente longos” que envolveram a construção da unidade de saúde, depois da empresa vencedora do concurso público para a construção da unidade ter declarado falência e o segundo ter desistido, depois de lhe ter sido recusado o aumento do custo da obra.

As centenas de utentes que acorreram à inauguração dividiam-se na sua opinião sobre a unidade de saúde. Tessa Mendes, 16 anos, acompanhada pela mãe, Rosa, empunhava um cartaz com a frase “Sete anos à espera” e não poupa críticas ao processo. “Aos nove anos, escrevi um pequeno texto para o jornal da escola sobre a demora no centro de saúde, e até agora nada tinha avançado, quando precisei várias vezes de consultas de urgência, tive de ir ao hospital ou a médicos particulares”, afirma a jovem.

Fernando Amorim, 65 anos, residente na freguesia desde que nasceu, considera “bem-vindo” novo centro de saúde. “Resta saber se tem melhores condições ou se continua-se a vir para aqui às cinco da manhã, quando as pessoas têm necessidade de ir à consulta no próprio dia”.

O edifício onde estava instalado o antigo centro de saúde da Castanheira do Ribatejo era partilhado entre as instalações de saúde e casas de habitação. As portas do prédio só abriam às oito da manhã, altura em que tinham início as consultas. A extensão de saúde funcionava num primeiro andar e rés-do-chão do edifício há cerca de trinta anos e era inacessível a pessoas com dificuldades de locomoção.

Ministra quer adjudicar Hospital de Vila Franca de Xira

A construção do novo hospital de Vila Franca de Xira deve ter início em 2009. Ana Jorge, ministra da Saúde, manifestou vontade de “adjudicar a construção do hospital ainda enquanto ministra”, garantindo estarem resolvidas “as várias vicissitudes relativas ao processo de localização” da unidade de saúde.

O Governo deve anunciar no início do ano quem é o vencedor do concurso público para a construção do hospital. No processo, estiveram envolvidas cinco propostas, tendo sido seleccionadas as dos concorrentes Grupo Mello, que perde no final do ano os destinos do Hospital Amadora Sintra, e Grupo Português de Saúde, propriedade da sociedade que gere o Banco Português de Negócios (BPN), recentemente nacionalizado pelo Governo no âmbito de um processo por irregularidades financeiras.

A unidade de saúde será construída no prazo de dois a três anos num terreno de charneca a norte da cidade, perto de Povos e do Centro Equestre da Lezíria. O futuro hospital ficará na freguesia de Castanheira do Ribatejo e terá um custo acima dos 12 milhões de euros.

O centro de saúde mais demorado do concelho

Foi à empresa Costa e Carvalho que coube a tarefa de, no final de Junho, terminar um centro de saúde que já passara nos sete anos anteriores por dois outros empreiteiros.

A extensão de saúde da Castanheira do Ribatejo teve luz verde do Governo para avançar em 1998, mas foi em 2001 que o vencedor do concurso público para a construção do edifício teve autorização para avançar com as obras.

O percurso da empresa terminou com a falência no mesmo ano. A obra, que tinha um prazo de execução previsto de seis meses, teve de esperar mais três anos até que a Administração Regional de Saúde (ARS) procedesse a nova adjudicação. A empresa classificada em segundo lugar tomou as rédeas da obra, mas aumentou os custos em mais 800 mil euros, segundo a presidente da câmara, sem autorização. A acção, justificada pelas alterações ao projecto, levou a uma queixa da ARS à Polícia Judiciária. O empreiteiro, perante a resposta judicial, desistiu da obra.

A empreitada foi retomada em Julho deste ano, pelo terceiro classificado do concursos. O centro de saúde está construído e a funcionar, após sete anos repletos de interrupções.

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