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Arquivo: Edição de 09-10-2008

Sociedade

Moradores da zona dos Poços, em Aveiras de Cima, queixam-se de insegurança na passadeira
Peões enfrentam perigo para atravessar estrada na zona da rotunda de acesso à A1

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As passadeiras estão apagadas e os carros aceleram na rotunda de Aveiras de Cima, à saída da A1. Para os habitantes da rua dos Poços atravessar a estrada é sinónimo de risco acrescido.

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Passar a estrada é um verdadeiro martírio para os habitantes da zona da rua dos Poços, em Aveiras de Cima, no concelho de Azambuja. As passadeiras na zona da rotunda que dá acesso à autoestrada do Norte (A1) estão apagadas, não existe sinalização vertical e na maior parte das vezes os veículos não param. Para desespero de quem tem que atravessar diariamente a via para chegar ao centro da vila.

“Já cheguei a tentar atravessar a passadeira e quando ia a meio fui obrigada a recuar porque o carro não parou”, desabafa Mónica Duarte, 26 anos. Laura Paulo, 45 anos, confirma a situação enquanto empurra um carro de bebé. Sente na pele o risco que constitui atravessar diariamente a estrada. A situação agrava-se quando são crianças. “No outro dia ia sendo atropelado um jovem de 15 anos”, desabafa um vizinho.

Lucília Ferreira, 72 anos, que caminha com a ajuda de uma bengala, confessa que evita ir à vila com receio do trajecto que tem que enfrentar. Tal como acontece com Maria Adelaide Henriques, 68 anos, uma das moradoras que dinamizou o abaixo assinado que a Junta de Freguesia de Aveiras de Cima enviou na quinta-feira à Câmara Municipal de Azambuja.

O presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, Justino Oliveira (CDU), calcula que residam na zona cerca de 200 pessoas e por isso defende que é preciso resolver a situação. “O projecto da rotunda deu prioridade aos veículos quando deveria ter dado atenção também aos peões. Funciona como um autêntico muro”, denuncia.

A rotunda, que dá acesso à A1, em plena estrada nacional 366, permite também a ligação a Alcoentre e à via rápida que liga Aveiras de Cima ao Cartaxo inaugurada em 2003. As calçadas existentes junto às passadeiras estão destruídas devido a acidentes ocorridos no local e os peões têm que contornar uma estrutura metálica junto à via onde passam diariamente veículos a grande velocidade.

O autarca sublinha que a junta de freguesia nunca foi ouvida sobre o projecto da rotunda. “Estamos a ser confrontados com uma prepotência e falta de respeito pelos fregueses do local”, denuncia no ofício enviado à autarquia para alertar para o problema que atinge a rotina dos habitantes da zona, mas também dos trabalhadores das empresas sediadas na zona.

O presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS), diz que a responsabilidade de intervir na via é da Estradas de Portugal. “Até nos disponibilizávamos a avivar as passadeiras, mas para isso é necessário ter autorização da Estradas de Portugal”, garante Joaquim Ramos que adianta que a autarquia vai tentar sensibilizar a empresa para o problema. O MIRANTE tentou obter mais informações junto da empresa, o que não foi possível até à hora de fecho desta edição.

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