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Arquivo: Edição de 17-01-2008

Sociedade

Habitantes de urbanização temem que entradas de garagens fiquem bloqueadas
Alterações na entrada de uma escola da Póvoa motivam abaixo-assinado

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Um grupo de moradores da Póvoa de Santa Iria receia ver o acesso às garagens bloqueado com a instalação de um novo portão de entrada da escola do primeiro ciclo.

Um abaixo-assinado com cerca de 100 subscritores foi entregue à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira pelos moradores de uma rua da Póvoa de Santa Iria em protesto contra as alterações feitas à localização do portão da escola do 1º ciclo localizada na Rua Álvaro Guerra, no Casal da Serra.

No âmbito das obras de ampliação da escola a entrada vai passar a ser feita por uma rua sem saída, onde existem vários portões de garagens, utilizados diariamente por centenas de moradores. Segundo os habitantes o portão da escola naquele local vai impedir o tráfego dos moradores naquela zona, uma vez que, ao ir levar a buscar as crianças à escola, os pais deixam os carros estacionados em segunda fila, impedindo a entrada e saída das garagens.

A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, reuniu-se já com os moradores e apresentou uma solução. Jorge Ramos, um dos moradores, considera que a solução não é má, mas de difícil aplicação. A câmara diz que vai aproveitar um terreno ali situado para fazer um parque de estacionamento para que os pais dos alunos estacionem os carros, fazendo depois um percurso de cerca de 50 metros a pé para deixar os filhos dentro da escola. Para Jorge Ramos a solução apresentada não irá resultar uma vez que não acredita que haja muitos pais dispostos a fazerem o percurso a pé quando podem conduzir até ao portão.

“Não tem lógica nenhuma, isto vai ser um caos”, afirma o morador, preocupado. A escola não está neste momento em funcionamento, devido às obras, mas assim que as aulas tiverem início, os moradores temem ver a entrada e saída das suas garagens tapada por carros estacionados em segunda fila. “Já quando era na outra rua, chegavam a formar-se filas de 20 carros ou mais”, refere Jorge Ramos. O problema agrava-se pelo facto de as horas de entrada e saída dos alunos da escola coincidirem com as horas de maior fluxo de tráfego naquela rua, com os moradores a saírem e a chegarem do trabalho.

“A presidente da câmara primeiro concordou connosco mas depois os técnicos dela disseram-lhe que os carros conseguem dar a volta”, explica Jorge Ramos, que considera a avaliação dos técnicos errada. “Até tiveram que mudar os caixotes do lixo cá para cima porque o camião do lixo tinha muita dificuldade em dar ali a volta”, exemplifica. As ambulâncias têm também dificuldade em circular na rua. Uma situação que será agravada com a entrada em funcionamento do novo portão da escola. “Só se vierem de helicóptero”, desabafa o porta-voz dos moradores. “Os engenheiros da câmara foram lá às 15h quando o estacionamento está todo vago. Deviam era ir lá às 18h”, sugere o morador. Segundo Jorge Ramos a solução para os moradores vai ser ter o número de telefone da GNR sempre à mão. “Todos os dias de manhã vamos ter que andar a ligar para a GNR. Não nos podem impedir de sairmos das nossas garagens”, afirma.

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