Arquivo: Edição de 23-11-2005
SociedadeSanitários públicos de Fazendas de Almeirim têm pouco mais de dois anos e já precisam de obras
Vandalismo na casa de banho
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O estado de destruição a que chegaram as casas de banho públicas de Fazendas de Almeirim é o mais grave do concelho de Almeirim. |
As casas de banho públicas de Fazendas de Almeirim têm pouco mais de dois anos e já vão ser sujeitas a obras devido a actos de vandalismo. O presidente da Câmara de Almeirim, José Sousa Gomes (PS), confirma que é preciso fazer uma intervenção profunda nas instalações para que possam ficar funcionais.
Os actos de vandalismo, que têm vindo a ser praticados nos últimos meses, associados à falta de limpeza do espaço tornam impossível a utilização dos sanitários, localizados na zona central da vila. O nível de destruição chegou ao ponto de se partirem os autoclismos e os interruptores da luz.
As paredes exteriores das casas de banho, construídas no jardim junto à igreja, estão cheias de grafittis. Escrito a tinta cor de rosa lê-se à entrada “Street Ripa”. Da porta de alumínio da arrecadação já foi arrancada uma placa.
Há uma cruz suástica pintada a encarnado na parede interior da casa de banho. Acumulam-se papéis e toalhetes usados pelo chão, folhas das árvores, terra... As sanitas estão com os autoclismos partidos e cheias de fezes que deitam um cheiro nauseabundo. Existem várias manchas de urina pelo chão.
As fechaduras das portas apresentam sinais de terem sido forçadas. Na casa de banho para deficientes foi arrancada a porta de correr. No espelho foi pintado um boneco a tinta preta. Há desenhos nas paredes de azulejo e no porta papéis para limpar as mãos foi feito um buraco. O interruptor da luz e o fio foram arrancados.
O presidente da Câmara de Almeirim conhece a situação, mas recusa o encerramento dos sanitários. “Não podemos acabar com as casas de banho como resposta a actos de vandalismo”, sublinhou, acrescentando que a solução para o caso tem que passar por um aumento da segurança e vigilância na zona.
Sousa Gomes (PS) admite que até agora as casas de banho públicas de Fazendas foram as que registaram maior grau de vandalismo. E acrescenta que é frequente aparecerem torneiras e louças sanitárias partidas nas outras instalações sanitárias da autarquia, mas não com um grau de destruição tão grave que leve à realização de grandes obras.
O presidente chama a atenção para o facto de as casas de banho serem um bem comum, colocado ao dispor da população e que por isso têm que ser preservadas. “Porque também é o dinheiro de todos nós que está lá investido”, advertiu.
