Arquivo: Edição de 23-11-2005
SociedadeLuís Vicente Menezes passa as horas livres na sua horta em Santarém
Um adepto da agricultura biológica
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Quem passa pelo jardim fronteiro do lote 75 da Avenida Marquês de Pombal, em São Domingos, Santarém, não imagina que uma viçosa horta se “esconde” nas traseiras da vivenda.
Couves, nabos, alfaces, favas, alhos e cebolas são cultivados em 250 metros quadrados de terreno urbano. Ao lado das ameixoeiras, pessegueiros, pereiras e laranjeiras. O funcionário do Ministério do Ambiente, Luís Vicente Menezes, é o hortelão de serviço.
A apetência pelo cultivo da terra foi-lhe passada em tenra idade pelo avô, nos tempos em que viveu em Coruche. Aos sete anos já ajudava na horta. Hoje, aos 56, Luís Vicente Menezes não abdica do contacto com a natureza.
A água da chuva encarrega-se da rega da horta. O profissional não aconselha a água da rede para a rega. O cloro impede o desenvolvimento das plantas e não é boa escolha em tempo de poupança.
É o hortelão quem apura alguma das sementes dos seus legumes. E o adubo que utiliza não poderia ser mais biológico. As folhas caídas das árvores são reunidas num espaço para a produção de matéria orgânica. “Há quem use estrume ou adubos. Eu uso as folhas das árvores e dos legumes. Em vez de irem para o lixo servem para fertilizar os terrenos”, garante o especialista.
As horas livres de fim de semana são dedicadas à agricultura de quintal. Luís Vicente Menezes cultiva a horta mais pelo gosto, do que pelo que poupa na loja. Mas não nega que os frescos aliviam um pouco o orçamento familiar. Nem que seja na confecção dos pratos mais típicos. Para o caldo verde o hortelão não dispensa as couves da sua plantação. E já estão outras tantas reservadas para o acompanhamento do prato de bacalhau no Natal que se aproxima.
