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Arquivo: Edição de 31-03-2005

Sociedade

A estilista já confeccionou vários vestidos de noiva para a comunidade cigana
Vinte e sete casamentos ciganos

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Setecentos metros de bainha. Foram estas as medidas que Palmira Horta, estilista de Azambuja, teve que cumprir para confeccionar o vestido de noiva, colcha e almofadas para um casamento da comunidade cigana, um tipo de trabalho demorado, mas que a estilista nunca recusa.

Durante 40 dias a costureira trabalhou de noite e dia para entregar o trabalho a tempo. “Uma colcha de noiva chega a levar seis camadas de folhos”, assegura Palmira Horta, que também produz os convencionais vestidos de casamento.

No seu currículo conta já com 27 casamentos da comunidade cigana de todo o país. A estilista é referenciada e as famílias já vêm aconselhadas. O trabalho é demorado e envolve milhares de pérolas, vidrilhos e lantejoulas que é preciso coser à mão.

As bainhas das colchas são feitas com fio de coco. “É um trabalho de uma beleza incalculável. Faz-se com carinho e não há dinheiro que pague tanto trabalho”, descreve.

Palmira Horta explica que não tem um modelo definido para as colchas e vestidos das noivas, assim como não tem para a calça do toureiro. Cada uma das peças surge fruto da inspiração do momento.

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