Emprego
Classificados
Meteorologia
Farmácias
Resultados Futebol
Sociedade

Situações ocorreram na habitação de Santarém e não desapareceram objectos de valor
Dois assaltos estranhos à casa do ex-presidente da Conforlimpa desde que voltou à prisão

foto
Edição de 2014-01-30
Imprimir ArtigoComentar ArtigoEnviar para um amigoAdicionar aos favoritos

A casa do ex-presidente da empresa de limpezas Conforlimpa, que está acusado de fraude fiscal, foi assaltada duas vezes desde que Armando Cardoso voltou à cadeia em regime de prisão preventiva. O empresário voltou à prisão em Dezembro à espera do fim do julgamento e foi durante o mês de Janeiro que se registaram os assaltos à casa em Santarém onde esteve em prisão domiciliária com pulseira electrónica. A PSP da cidade está a investigar o caso que se reveste de alguma estranheza.

O primeiro assalto ocorreu logo no início de Janeiro e terão levado um cofre que estava no escritório da habitação, segundo relatou a empregada do empresário que toma conta da habitação. Desconhece-se o que é que estaria dentro do cofre. O segundo ocorreu mais recentemente a meio do mês e ouvida pelos agentes policiais a funcionária disse que não tinha dado pelo desaparecimento de qualquer objecto.

A situação está a intrigar a PSP uma vez que na casa há vários objectos de valor que não foram tocados, como relógios valiosos e outros artigos de grande valor. Até ao momento não há suspeitos identificados. Recorde-se que Armando Cardoso começou no início do processo por ficar em prisão preventiva. Posteriormente o tribunal aceitou alterar a medida de coacção e colocou o arguido em prisão domiciliária com vigilância electrónica mas ao fim de uns meses o Tribunal de Vila Franca de Xira voltou a mandá-lo para o Estabelecimento Prisional de Lisboa até ao fim do julgamento.

O tribunal considerou que Armando Cardoso andava a contactar com testemunhas no processo, entre elas antigos funcionários e colaboradores o que indiciava uma situação de pressões que podiam prejudicar o julgamento. Contribuiu também para a decisão o facto de o empresário, de 60 anos, ter dado uma entrevista quando estava em prisão domiciliária. Recorde-se que Armando Cardoso foi detido no dia 10 de Outubro de 2012 por ser suspeito num caso de fraude que lesou o estado em mais de 40 milhões de euros através de empresas fictícias.

O Ministério Público pediu nas alegações finais do julgamento no dia 20 de Janeiro, uma pena de prisão efectiva “não inferior a 10 anos” para Armando Cardoso, pelos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal qualificada. O procurador defendeu também a condenação do contabilista da empresa, José Peixinho, a prisão efectiva “entre os cinco e os sete anos”, e pediu penas até cinco anos, suspensas na sua execução, para a filha do empresário, Andreia Cardoso, e para o contabilista Germinal Rodrigo.

Para o procurador do MP ficou provada, “na íntegra”, a acusação e o envolvimento, em conjugação de esforços, dos quatro arguidos no alegado esquema fraudulento, com o objectivo de obterem bens indevidos à custa da evasão fiscal. O advogado do empresário entendeu que não ficaram provados a associação criminosa e a fraude fiscal qualificada, considerando que o que está em causa é um crime de abuso de confiança fiscal com uma moldura penal mais baixa. A Conforlimpa, com sede em Castanheira do Ribatejo, entrou em insolvência e no âmbito de um plano de recuperação, aprovado no dia 27, um grupo de trabalhadores assumiu a gestão da empresa e foi possível salvar cerca de mil dos mais de cinco mil postos de trabalho.

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção de O MIRANTE.

Gostei Concordo
Comentários
Nome Email
Autorizo a eventual publicação na edição em papel do Mirante.

2008 © Jornal O MIRANTE, todos os direitos reservados | Termos de Utilização | Política de Privacidade | FAQ’S | Contactos | RSS

Voltar ao topo