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Coligação Novo Rumo vota a favor depois de ter inviabilizado o projecto duas vezes
Rosinha faz acordo com oposição para viabilizar biblioteca de 5 milhões

Edição de 2013-04-18
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A Coligação Novo Rumo, que tem votado contra a revisão orçamental necessária para permitir a construção da nova biblioteca de cinco milhões de euros, voltou atrás e na reunião do executivo de quarta-feira viabilizou o projecto votando favoravelmente. A presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), já tinha tentado por duas vezes fazer passar o projecto, mas a oposição que está em maioria tinha votado sempre contra. Com esta decisão o candidato socialista e vice-presidente da autarquia, Alberto Mesquita, que tinha já apadrinhado o projecto como uma das suas bandeiras, já pode respirar de alívio.

Para viabilizar o projecto, Maria da Luz Rosinha teve que fazer cedências políticas. O MIRANTE sabe que Rosinha resolveu colocar tudo em causa. Fontes próximas da coligação garantem que a autarca “admitiu” ter errado na decisão tomada em Dezembro, quando impossibilitou a troca de vereadores da coligação liderada pelo PSD na votação do orçamento para este ano. Os eleitos da coligação abandonaram a sala e chegaram a interpor uma providência cautelar para anular a deliberação que aprovou o orçamento, mas o tribunal recentemente não lhes deu razão.

Ouvido por O MIRANTE o rosto da coligação Novo Rumo, João de Carvalho, disse que pela sua parte o projecto da biblioteca “nunca iria cair” mas que até nas matérias mais sensíveis é preciso “vontade para negociar ou admitir o que está errado”, algo que o executivo socialista “não estava a fazer”. Recorde-se que o clima político entre as duas forças azedou desde a entrevista de Rui Rei a O MIRANTE em 2011 que viria a levar à ruptura da coligação eleitoral estabelecida em 2009 entre a Novo Rumo e o PS, que está em maioria relativa na autarquia.

Na anterior votação da revisão orçamental os vereadores da coligação votaram contra por considerarem que estavam a apreciar a revisão de um orçamento que foi “aprovado ilegalmente”. A coligação afirmou não ser contra a biblioteca mas que não podia votar favoravelmente a revisão do orçamento uma vez que ainda podia recorrer da decisão dos juízes do tribunal, o que, já se sabe, não irá ser feito.

A CDU, que foi a primeira a propor a criação de uma nova biblioteca na cidade, votou contra por nunca ter concordado com o valor da obra, que considera megalómano. Em Março, recorde-se, o executivo conseguiu da parte das entidades gestoras dos fundos comunitários uma prorrogação de prazo para utilização da comparticipação da nova biblioteca. A obra tem um custo de 5 milhões e 750 mil euros, sendo 65 por cento provenientes de fundos comunitários, cerca de 3 milhões e 737 mil euros. Os restantes 35 por cento, suportados pelo município, serviriam para aquisição do espaço à Obriverca - a dona do terreno - e compra do equipamento e mobiliário para o futuro edifício.

A biblioteca vai nascer na antiga fábrica de descasque de arroz em Vila Franca de Xira, à beira do rio Tejo. Contempla sete pisos incluindo sala polivalente, área de exposições, cafetaria, biblioteca com secções de criança e adulto e uma área de arquivo.

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