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Pais de Adriana e Renato Brás, farmacêuticos, são os grandes patrocinadores dos atletas
Alunos do Ateneu Artístico Vilafranquense estão entre os 50 melhores do mundo

Os campeões de dança desportiva, categoria juventude, são alunos do Ateneu Artístico Vilafranquense e estão entre os 50 melhores do mundo. Adriana e Renato Brás, irmãos gémeos de 17 anos, brilharam em casa, no sábado, durante o circuito nacional da modalidade.

Edição de 2012-11-15
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Os irmãos gémeos Adriana e Renato Brás, alunos do Ateneu Artístico Vilafranquense, 17 anos, são campeões de dança desportiva na categoria de juventude e estão entre os 50 melhores do mundo. “Se fossem jogadores de futebol toda a gente os conheceria”, garante o professor Armando Baptista, responsável técnico da escola, que está a trabalhar para requerer o estatuto de alta competição para os dois irmãos. Para isso é preciso que passem a integrar a lista dos 35 melhores do mundo.

Os jovens, dançarinos há nove anos, moram na Póvoa de Santarém mas deslocam-se a Vila Franca de Xira duas vezes por semana para treinar. Já passaram por escolas do concelho onde residem mas foi na cidade ribeirinha, às portas de Lisboa, que encontraram os treinadores ideais há mais de um ano.

De Vila Franca pouco conhecem apesar de lá ensaiarem. Saem da autoestrada e entram directamente na escola. “É diferente de Santarém mas nem temos noção de como são as ruas”, garantem. As aulas chegam a durar três horas. Em vésperas de competições o trabalho intensifica-se e trabalham cinco dias por semana.

Renato Brás, vestido de preto, tem o cabelo esticado com gel. A ideia é ganhar velocidade. “Se o cabelo estivesse solto os movimentos tornavam-se mais lentos”, explica o treinador. Está preparado para mais um noite de dança. “Há coisas que convém cortar nesses dias, como as idas à discoteca...”, explica. “E o sexo”, complementa o professor arrancando gargalhadas enquanto esclarece que aos dançarinos são pedidos sacrifícios tal como aos jogadores de futebol. A dança é o desporto que consome mais calorias a seguir à natação.

Na sua idade o preconceito de se ser dançarino já não existe. “As pessoas acabam por perceber que a dança implica um par e um par implica um homem e uma mulher”, diz quem experimentou natação e futebol mas acabou por decidir-se pela dança passando à irmã a mesma paixão.

Tal como o irmão, futuro engenheiro naval, também Adriana Brás não descura os estudos no liceu Sá da Bandeira, já com um pé no curso superior de Farmácia. O fato, de brilhantes, costurado em Londres, não foi escolhido ao acaso, como tudo na dança. “Pedimos ao costureiro para enaltecer o cor de rosa e esbater o negro. Se ela precisa de velocidade aplicam-se franjas. Se ela precisa de ser esticada o vestido é mais curto”, explica Armando Baptista.

O guarda roupa de Adriana Brás está avaliado em mais de 15 mil euros. Os pais, proprietários de farmácia, são os grandes patrocinadores do desporto que os filhos praticam ao mais alto nível.

O trabalho não chega e é necessário que o talento exista. Os professores são uma peça essencial da engrenagem tal como os dirigentes associativos e os pais.

No sábado, 12 de Novembro, durante o 7º Circuito Nacional de Dança Desportiva, organizado pelo Ateneu, que decorreu no pavilhão do União Desportiva Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, o par campeão brilhou nas cinco danças latinas. Sobretudo na rumba, a mais difícil de executar por ser a mais lenta. “Nas danças rápidas pode esconder-se os erros. A rumba é como o algodão, não engana”, garante o treinador.

Há três anos seguidos que Vila Franca de Xira recebe um campeonato de dança desportiva, como confirma a responsável pela secção de dança desportiva do Ateneu Artístico Vilafranquense, Eunice Chaparro.

O evento chegou a realizar-se na sede do Ateneu mas a afluência de dançarinos e as exigências em termos de dimensão de pista obrigou a procurar um local maior.

Dirigentes associativos, pais e mães trabalham tudo por amor à camisola e de forma redobrada nestes dias contribuindo, além do trabalho, com febras e bolos. Quando é preciso também vendem rifas. “Trabalhamos com amor e sentimos que o nosso esforço é reconhecido. A escola é uma família”, confessa com satisfação.

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