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Presidente da autarquia teme que aumente para 20 mil o número de pessoas sem médicos de família
Ourém quer postos médicos móveis para colmatar encerramento de extensões de saúde

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Edição de 2011-09-15
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O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca (PS), pediu uma reunião de urgência com o ministro da Saúde para discutir a “situação alarmante” no concelho causada pela falta de médicos de família, informou a autarquia. Em carta dirigida ao ministro Paulo Macedo, o autarca sublinha que o concelho “está à beira de ficar numa situação dramática”, na qual 20 mil pessoas não terão médico de família. Por um lado, lembra que Ourém não possui qualquer hospital “e tem Fátima como uma das suas freguesias, que é visitada por cinco milhões de pessoas por ano”. Sublinha ainda que o concelho regista falta de profissionais de saúde e recorda que chegou a propor ao ministério “que pudesse colmatar este problema com a contratação de empresas privadas”. Admite que, entretanto, foram feitas contratações, mas lamenta que o Governo tenha decidido “eliminar 60 por cento destas contratações no último trimestre de 2011, com indicação para que o corte fosse de 100 por cento no início de 2012”. Com a redução das contratações externas, “algumas das empresas já deixaram de cumprir a sua função em 1 de Setembro”, alerta o autarca. Uma situação à qual há que somar os pedidos de aposentação de outros profissionais, o “que agravará mais ainda a situação”, pode ler-se na carta enviada ao ministro. Paulo Fonseca refere que por diversas vezes foram solicitadas duas viaturas médicas equipadas que pudessem percorrer as diversas freguesias de forma a garantir o serviço mínimo de apoio aos cidadãos na área da saúde. Contudo, queixa-se, nunca se conseguiu aprovação para o projecto ou disponibilidade para discutir o assunto. Conclui o autarca que a situação estaria colmatada se existissem as viaturas ou o hospital, mas sem nenhum dos equipamentos Paulo Fonseca alerta que o concelho ficará “numa situação dramática, estimando-se que fiquem 20 mil pessoas sem médicos de família e demais apoios”. O MIRANTE contactou o director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Serra d’Aire, Pedro Marques, que referiu, por e-mail, ter-se reunido recentemente com Paulo Fonseca. “Tive oportunidade de lhe explicar alguns constrangimentos que, no actual contexto, condicionam a nossa actividade, decorrentes da necessidade de o nosso país cumprir com o Memorando de Entendimento celebrado”. “Neste momento ainda não consigo precisar com todo o detalhe o impacto real que algumas decisões terão no âmbito dos cuidados de saúde primários mas estamos a estudar as melhores soluções de modo a não colocar em causa a prestação de cuidados à população”, referiu. “Em momento oportuno, não deixarei de comunicar às comunidades e aos seus legítimos representantes todas as decisões que, eventualmente, vierem a ser tomadas”, terminou.

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