Arquivo: Edição de 18-03-2010
SociedadeCâmara da Barquinha recua na intenção de construir novo campo de futebol em Tancos
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A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha recuou na intenção de construir um novo campo de futebol para a União Desportiva de Tancos (UDT), explicando que o município passou a ser responsável pela gestão, administração e manutenção das instalações desportivas do Parque Desportivo da Atalaia que engloba um campo sintético de futebol e balneários. O equipamento vai ter um director técnico, conforme regras estipuladas pelo Instituto de Desporto de Portugal, avançou Fernando Freire, vice-presidente da autarquia e vereador responsável pela área do Desporto. “Face ao investimento - e porque os recursos financeiros são escassos e devem ser geridos com parcimónia - a utilização daquele Parque Desportivo abrangerá todos os clubes que praticam futebol no concelho”, considera o responsável.
Em Fevereiro, Miguel Pombeiro (PS), presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, reconhecia a O MIRANTE que o actual campo de jogos da União de Tancos já não correspondia às necessidades e afirmava que a autarquia “estaria disponível” para avançar com a construção de um novo sintético caso a UDT resolvesse o problema com a escritura pública do terreno. Dirigentes do clube reagiram a esta notícia, argumentando que o novo campo não avança por “desinteresse” da autarquia, facto confirmado pelas recentes declarações do vice-presidente da autarquia. “No Parque Desportivo da Atalaia vamos procurar atender às solicitações de todos, dando prioridade aos clubes, associações desportivas, desde que detendo actividade federada, à data da sua cedência e utilização”, disse Fernando Freire.
Cai, deste modo, por terra a esperança da UDT em celebrar um protocolo de permuta com a autarquia. O clube pretendia ceder os actuais terrenos à autarquia e em troca o município ajudava a UDT a construir um novo campo de futebol num terreno localizado a 500 metros, comprado há mais de 20 anos por uma quantia simbólica à Celulose do Caima. A autarquia teria ainda que providenciar a construção de uma cobertura e de balneá-rios, providenciando as ligações de água, luz e esgotos. Em troca, libertava a zona do actual campo que continua a ser um entrave à construção de privados.
