Arquivo: Edição de 11-03-2010
SociedadeAterro de Abrantes encerra e dá lugar a estações de transferência e de recolha de entulhos
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A Assembleia Municipal de Abrantes autorizou a câmara municipal a alienar o terreno onde se situa o aterro da Concavada à Valnor – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos. O equipamento tem sido explorado por aquela empresa. Quando a autarquia comprou o terreno foi feita uma proposta para a venda do espaço à entidade gestora, mas o processo nunca foi concluído, segundo informou a presidente do município, Maria do Céu Albuquerque (PS).
O terreno vai ser alienado em regime de direito de superfície por um período de 30 anos, com a possibilidade do prazo ser prorrogável por períodos de 20 anos, até que o uso se mantenha. O aterro vai ser encerrado ainda este ano porque entretanto entrou em funcionamento a central de valorização orgânica – central de compostagem em Avis (Alentejo), que vai permitir que a maior parte dos resíduos domésticos seja transformada em adubo em vez de ir para aterro. E os que precisam de ser depositados têm como destino o aterro da localidade alentejana.
Para o terreno do aterro de Abrantes está prevista a instalação de uma estação de transferência de resíduos a encaminhar para a central de compostagem. Pretende-se também criar um centro de recolha de entulhos da construção civil e demolições, que serão depois encaminhados para reciclagem e posterior reutilização em obras ou na construção de estradas, informou a presidente da câmara.
O encerramento do aterro de Abrantes, devido a problemas com o tratamento de águas residuais, foi determinado em 2008 e devia ter acontecido durante 2009. Na altura o então administrador da Valnor, Pinto Rodrigues, confirmava que o equipamento registava deficiências que obrigavam ao transporte dos líquidos contaminados para a estação do aterro de Avis. A Valnor é constituída pela EGF, S.A. (detida em 100% pela Águas de Portugal), por vários municípios alentejanos e na nossa região pelas câmaras de Abrantes, Mação e Sardoal.
