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Arquivo: Edição de 11-03-2010

Sociedade

Dirigentes do clube dizem ter feito, há mais de uma década, uma proposta de permuta que ficou sem resposta
União de Tancos diz que novo campo não avança por “desinteresse” da autarquia

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A União Desportiva de Tancos (UDT), concelho de Vila Nova da Barquinha, não entende o que bloqueia a construção de um novo campo de futebol - num terreno da Celulose do Caima, localizado a 500 metros - já que a autarquia se diz “disponível” para ajudar a concretizar esse projecto. “Se a câmara estiver mesmo interessada em construir um novo campo faz um protocolo com a UDT e numa semana o outro campo fica jogável. Queremos, no mínimo, que se mostrem interessados nisso uma vez que o clube não tem meios para avançar sozinho”. É deste modo que Eduardo Coelho, presidente da assembleia-geral da UDT, reage às declarações do presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Miguel Pombeiro (PS), num trabalho publicado por O MIRANTE na edição de 10 de Fevereiro, e onde dávamos conta que o actual campo de futebol continua a entravar a construção.

Miguel Pombeiro concordava que “não há dúvida que o actual campo de futebol não responde” às necessidades mas que para se construir um novo campo tem que se chegar a uma “plataforma de entendimento” com a União Desportiva de Tancos, junta de freguesia e município. “Quem fez, na altura, o contrato-promessa para a aquisição do novo terreno foi a associação mas nunca se chegou a fazer a escritura pública. É preciso esclarecer a prioridade do terreno para definirmos quem faz o quê e quem é dono de quê”, explicou, na ocasião, o autarca.

Eduardo Coelho explica que “o único problema que há com a escritura é que a Caima nos vendeu há mais de 20 anos, por um preço simbólico – 15 mil metros quadrados (m2) e nós ocupamos, com a terraplanagem, cerca de 20 mil m2. A Caima quer-nos dar o resto mas só podem fazer o destaque da parcela daqui a dez anos. Não os queremos prejudicar, por um lado, e precisamos de ter a certeza que a autarquia quer avançar com isto”, explica.

Eduardo Coelho diz que - há mais de 10 anos - a UDT fez uma proposta concreta, por escrito, à autarquia no sentido de se celebrar uma permuta. “A câmara ficava com o terreno do actual campo - que assim ficaria disponível para construção - mas garantia-nos as acessibilidades, a construção de uma cobertura e de balneários, providenciando as ligações de água, luz e esgotos. Fazemos a escritura e um documento de permuta com a câmara e fica o assunto resolvido de vez”, sintetiza. A proposta ficou, no entanto, sem resposta. O MIRANTE tentou obter uma reacção da Câmara Municipal da Barquinha mas não foi possível até ao fecho de edição.

Eduardo Coelho não concorda ainda que o velhinho campo da UDT seja um entrave ao investimento privado naquela zona, uma vez que sempre “há a possibilidade de se construírem acessos às urbanizações por outros terrenos”, que não pelo campo de futebol. A UDT joga actualmente no campeonato do INATEL. O clube funciona desde há dois meses com uma comissão de gestão e daqui a quatro meses vai a eleições.

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