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Arquivo: Edição de 11-12-2008

Sociedade

Informação consta em resposta do Ministério da Economia a pergunta de deputado
Drink In alvo de cobrança coerciva de dívidas à Segurança Social

Situação de empresa cervejeira de Santarém motivou intervenção do líder parlamentar do PCP.

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A empresa Drink In, proprietária da fábrica de cerveja Cintra em Santarém, foi alvo de um processo de cobrança coerciva por dívidas à Segurança Social, que se encontra a decorrer nos serviços da Segurança Social de Santarém. A informação é dada pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social em resposta a uma pergunta formulada pelo deputado do PCP à Assembleia da República, Bernardino Soares.

Na resposta datada de 7 de Novembro de 2008, o mesmo ministério esclarece ainda que, após recolha de informações obtidas junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional, a empresa não tinha intenção de proceder a quaisquer despedimentos. Acrescentava que a referida empresa beneficiou de alguma medidas e programas no âmbito das políticas activas de emprego desde o ano de 2001.

No texto que suporta as perguntas colocadas ao Governo, o deputado Bernardino Soares refere que a empresa vive há vários anos em situação de crise, incluindo ao nível dos postos de trabalho, agora reduzidos a 135, na sua maioria jovens. “O ordenado de base é de 548 euros e não é aumentado há sete anos”, acrescenta o deputado, referindo que “é indispensável que o Governo tome as medidas necessárias para preservar os postos de trabalho”.

A Drink In, inicialmente detida pelo empresário Sousa Cintra, inaugurou a fábrica de cerveja em Junho de 2002, num terreno cedido a preço simbólico pela Câmara de Santarém, num processo polémico que fez correr muita tinta. Em 2006, a empresa foi vendida a um grupo empresarial liderado por Jorge Armindo. A marca Cintra nunca se conseguiu afirmar no mercado cervejeiro, tendo a fábrica passado a produzir para outras marcas para assim rentabilizar o equipamento.

Em Abril passado, os trabalhadores da cervejeira Cintra cumpriram paralisações de três horas em cada turno, para denunciarem a ausência de actualizações salariais há sete anos e por recearem pelo futuro dos seus postos de trabalho. Na altura, Paulo Silva, um dos administradores da Drink-In, disse aos jornalistas não compreender a invocação da defesa dos postos de trabalho, frisando que a empresa tem cumprido rigorosamente com o pagamento mensal dos salários.

Segundo disse, depois da aquisição da Drink-In pelo empresário Jorge Armindo a Sousa Cintra, foi aplicado, em Setembro de 2007, um aumento de 35 euros a cada trabalhador, não sendo, no seu entender, pertinente estar a discutir nesta altura uma nova actualização salarial.

Paulo Silva afirmou que as cessações de contratos que têm ocorrido são as "normais numa empresa que tem actividade sazonal", sublinhando que a Drink-In apenas perdeu cerca de 20 funcionários desde que a nova administração tomou posse.

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