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Arquivo: Edição de 20-03-2008

Sociedade

Construção de dique no Nabão é projecto para ficar na gaveta

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“Só construindo estes diques é que os terrenos e as casas de Carvalhos de Figueiredo deixarão de ficar ciclicamente inundadas”. A afirmação peremptória é do engenheiro Guerreiro, responsável municipal que acompanhou a realização do estudo hidrológico/hidráulico do rio Nabão, entre os açudes de São Lourenço e da fábrica da Matrena, efectuado pela empresa Sulplano.

O estudo prevê a recuperação dos açudes de São Lourenço e de Marianaia e a demolição do açude da Fábrica da Matrena que, segundo os responsáveis pelo estudo, tem uma influência significativa sobre as cotas da superfície do rio. Mas vai mais longe, afirmando que a demolição deste açude não resolve todos os problemas ocorridos em alturas de cheia. E aponta a construção de dois diques, um na margem direita e outro na margem esquerda do rio Nabão, como a única e definitiva solução para proteger as populações de Carvalhos de Figueiredo das águas que ciclicamente extravasam o leito do rio.

Um projecto que, como admitiram na sexta-feira os autarcas, dificilmente será concretizável nos anos mais próximos. Porque a sua execução, da responsabilidade do Instituto da Água, tem um valor previsto de cerca de 30 milhões de euros e a contenção orçamental do Governo permite apenas à Câmara de Tomar sonhar com a sua realização. “Este é um daqueles projectos para o futuro. Ficará na gaveta mas pelo menos já está feito”, admitiu o executivo.

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