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Arquivo: Edição de 20-03-2008

Sociedade

Projecto visa acabar com o calvário diário dos moradores de Carvalhos de Figueiredo
Passeios e ciclovia na EN 110 para salvaguardar segurança dos peões

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Todos os dias a estrada é “invadida” por peões que não têm alternativas.

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Os moradores de Carvalhos de Figueiredo, periferia de Tomar, entram diariamente num verdadeiro inferno cada vez que saem à rua. A localidade, atravessada pela movimentada Estrada Nacional 110 (EN 110) não tem qualquer passeio, obrigando os peões a circular na faixa de rodagem, concorrendo com o intenso tráfego rodoviário. Uma situação que a Câmara de Tomar pretende solucionar, com a construção de passeios e de uma ciclovia. O estudo prévio do projecto foi apresentado pelo município na sexta-feira.

É só um estudo prévio e a concretização do projecto não é para amanhã. Mas para quem convive diariamente com o perigo é melhor do que nada. Os automobilistas que circulam na EN 110 têm muitas vezes de se desviar de pessoas que, por não terem alternativa, invadem a faixa de rodagem. Há sempre idosos, crianças a caminho da escola ou mulheres com carrinhos de bebés a pisar o alcatrão.

O projecto de beneficiação da Estrada Nacional 110 contempla a requalificação da via entre a Praceta Alves Redol, no interior da cidade, e a rotunda de acesso à zona industrial. As obras no percurso de cerca de cinco quilómetros têm dois objectivos – aumentar a segurança dos peões, principalmente no aglomerado urbano de Carvalhos de Figueiredo, e minimizar os efeitos das chuvas que, em Invernos mais rigorosos, alagam campos e invadem as habitações naquela zona.

De acordo com as premissas do estudo prévio, será construída uma ciclovia em toda a extensão do percurso (no sentido Tomar-Carvalhos de Figueiredo) e passeios que partem da cidade até São Lourenço e depois são retomados em Carvalhos de Figueiredo. Após alguma discussão, o executivo decidiu deixar previsto no futuro projecto de execução a possibilidade de a ciclovia ser feita nos dois lados da via e de os passeios não serem interrompidos entre as duas localidades (São Lourenço e Carvalhos de Figueiredo). A ciclovia terá entre 2,30 e 2,50 metros de largura e a estrada ficará cerca de meio metro mais larga em alguns locais, com a faixa de rodagem a atingir os sete metros.

As valetas que ladeiam a via serão também intervencionadas, sendo construídas em betão (hoje são em terra). E ao longo do percurso será aumentado o número de valas já existentes transversalmente à estrada, que irão canalizar para o rio Nabão as águas provenientes da encosta direita, de modo a que não invadam a via, como acontece ciclicamente, e fiquem estagnadas nos terrenos em redor das habitações.

O presidente do município garantiu a O MIRANTE que este projecto está dentro das prioridades de investimento da câmara, assim como a requalificação de outras duas entradas da cidade. A norte, para quem chega de Coimbra, a mesma Estrada Nacional 110 já tem o projecto de intervenção aprovado e contempla também passeios entre a cidade e a localidade de Calçadas.

A sul, para quem circula na Estrada Nacional 349, que liga Torres Novas a Tomar, haverá também largos passeios entre a Mata dos Sete Montes e o cruzamento das Algarvias. Este é o projecto mais oneroso devido à morfologia do terreno, com um investimento previsto de 400 mil euros. Além da segurança dos peões e salvaguarda de bens, a requalificação destes troços assenta numa terceira premissa: dignificação das principais entradas da cidade, esquecidas ao longo dos últimos anos.

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