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Arquivo: Edição de 20-03-2008

Sociedade

Programa Pares não dá garantias de financiamento ao projecto que se encontra parado
Deputados questionam Governo sobre lar de São José da Lamarosa

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Os deputados do PSP à Assembleia da República eleitos pelo círculo de Santarém vão questionar o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social acerca do funcionamento do Programa Pares, tendo como pano de fundo a falta de apoio à construção do lar para idosos em S. José da Lamarosa, Coruche.

Os parlamentares sociais-democratas, em visita ao concelho esta segunda-feira, comprometeram-se ainda a tentar apurar junto da Câmara de Coruche e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo os problemas que afectaram a construção do Observatório do Sobreiro e da Cortiça, entretanto parada, assim como sobre o financiamento do programa Valtejo previsto para esse projecto.

Vasco Cunha, Miguel Relvas, Mário Albuquerque e Zita Seabra, acompanhados do presidente da concelhia Ricardo Santos e de outros elementos do PSD local, visitaram o Centro de Dia da Lamarosa e a obra do lar, bem como o estaleiro do Observatório na zona industrial do Monte da Barca.

Para Mário Albuquerque a não aceitação do projecto da Lamarosa pelo programa Pares defrauda as expectativas da população local e da associação, que gere o actual centro de dia. “Houve promessas políticas feitas em 2005 que não foram cumpridas. A associação já investiu 200 mil euros e pede agora 50 por cento de compartição para a obra em vez dos 70 por cento iniciais”, constatou.

O presidente da Associação de Solidariedade Social de S. José da Lamarosa, Manuel Rocha, confessou estar desmotivado com o desenrolar do processo e pondera mesmo não continuar à frente da entidade.

Na visita ao Observatório - para a qual a concelhia do PSD solicitou acesso ao estaleiro em carta de 3 de Março não obtendo resposta do município -, o dirigente local José Manuel Potier lembrou que o erro técnico que propiciou o atraso na empreitada, com rescisão de contrato e nova adjudicação dos trabalhos, “parece ter sido aproveitado pela câmara para quase dizer que foi um benefício, mas é um custo”, afirmou.

Anteriormente a comitiva passou pelo castelo de Coruche para observar o vale do Sorraia e falar de agricultura. Falou-se na perda dos serviços do ministério da tutela no concelho, com críticas de Ricardo Santos à liderança do PSD, por ainda não ter falado uma única vez de uma tema importante para o país e região. Passou também pelo centro de saúde onde constatou a necessidade de dispor de mais técnicos em diversas áreas e da sua racionalização para dar respostas capazes num concelho extenso.

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