Arquivo: Edição de 20-03-2008
SociedadeEstragos inviabilizaram o funcionamento da Escola Básica 2/3
Alunos com protestos violentos em Samora Correia
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Os alunos foram alvo de processo disciplinar e poderão ter de responder em tribunal pelos danos contra o património que impediram centenas de alunos de terem aulas.
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Um grupo alunos da Escola EB2/3 Professor João Fernandes Pratas em Samora Coreia manifestou-se de forma violenta contra o facto de a escola estar a funcionar em dia de greve e provocou danos nas instalações na manhã de sexta-feira, 14 de Março. Segundo a presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, “os alunos, com 13 e 14 anos, destruíram cadeiras, mesas, um vidro e uma porta. Espalharam o lixo das papeleiras e descarregaram um extintor de combate a incêndios”. Maria Luzia Neves explicou que a intervenção pronta de um grupo de professores e funcionários travou a violência dos estudantes.
A escola, com mais de duas dezenas de turmas do 6º ao 9º ano, ficou sem condições para funcionar e o conselho executivo decidiu suspender as aulas a meio da manhã. “Não conseguíamos limpar as salas e normalizar o funcionamento da escola em tempo útil”, referiu a responsável.
A GNR foi chamada ao local e colaborou na identificação de um grupo de sete alunos que incorrem agora em procedimento disciplinar. A presidente do conselho executivo garantiu que foi aberto um processo de averiguações que deverá culminar com sanções para os alunos envolvidos. Maria Luzia Neves reconhece que a maioria dos jovens “são alunos com mau aproveitamento e um comportamento problemático”.
A situação foi comunicada à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Benavente para que acompanhe os alunos envolvidos. Apesar de serem menores, os estudantes terão de responder num processo judicial por danos contra o património. A GNR comunicou a situação ao Ministério Público de Benavente que vai abrir um inquérito judicial. Os pais dos alunos poderão ser responsabilizados pelos danos causados e os estudantes arriscam a uma condenação no âmbito do regime especial para delinquentes menores.
Alunos não queriam ter aulas
Os alunos envolvidos na manifestação violenta não aceitaram ter aulas alegando que não haveria condições. Segundo vários estudantes, “já teriam planos para um dia diferente e ficaram chateados”. A maioria dos alunos envolvidos tem antecedentes de “mau comportamento” e está referenciada pelos professores e responsáveis da escola.
A presidente do conselho executivo explicou a O MIRANTE que com o pessoal auxiliar presente estava garantido o normal funcionamento das aulas e, por isso, decidiu que os professores deveriam cumprir o seu programa. Uma decisão que não agradou ao grupo de alunos que se manifestou e se envolveu nos desacatos.
