Emprego
Classificados
Meteorologia
Farmácias
Resultados Futebol

Arquivo: Edição de 08-11-2007

Sociedade

Bloco vai apresentar proposta para inscrição de 350 mil euros no Orçamento
Ampliação do Centro de Saúde do Entroncamento só avança no final de 2008

foto
Imprimir ArtigoComentar ArtigoEnviar para um amigoAdicionar aos favoritos

“O mais tardar no terceiro trimestre do próximo ano as máquinas avançam no terreno”, garantiu a O MIRANTE o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), confrontado com o sucessivo adiamento da ampliação do Centro de Saúde do Entroncamento. António Branco concorda também que a verba inscrita em PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para 2008 – 50 mil euros – “não é suficiente para a obra entrar em estaleiro” mas é “até demasiado” para se pagar o projecto e concretizar-se o lançamento do concurso público.

O presidente da ARSLVT salienta também que, com a obra a avançar só no final do próximo ano, o grosso do financiamento será inscrito no PIDDAC para 2009. E adianta que mesmo que a empreitada se inicie mais cedo “há margem de manobra para se transferir verbas de outros lados”. “Não será por falta de dinheiro que a obra deixa de avançar”.

Quem não está satisfeito com o adiamento da obra é o Bloco de Esquerda (BE) local. Em conferência de imprensa a concelhia do BE anunciou que o seu Grupo Parlamentar irá apresentar uma proposta alternativa de inscrição de 350 mil euros no Orçamento de Estado de 2008 para a obra de ampliação e modernização do centro de saúde. Um montante que, dizem, garantirá cobertura financeira para um efectivo arranque dos trabalhos.

Paralelamente o BE apela também a todas as instâncias locais, regionais e nacionais (deputados eleitos pelo círculo de Santarém) que se empenhem na concretização da construção do equipamento. Particularmente os utentes, “que são os mais penalizados”, mas também médicos, enfermeiros e pessoal administrativo e a própria autarquia.

Para o vereador do BE, Henrique Leal, a Câmara do Entroncamento tem tido uma postura “demasiado contemplativa” neste processo, “dando-se por satisfeita” com a resposta da tutela. “Devia haver maior pressão e equidade no acompanhamento deste dossier”, disse.

O Centro de Saúde do Entroncamento foi inaugurado há 17 anos e na altura era um equipamento modelar. Hoje, com o grande crescimento populacional registado no concelho, está sub-dimensionado para as suas necessidades. “Foi por isso que se decidiu ampliá-lo e modernizá-lo”, dizem os bloquistas, que temem que este seja mais um equipamento eternamente adiado e lembram que, em Setembro do ano passado, numa assembleia municipal, o presidente do município, Jaime Ramos (PSD), afirmava que as obras iriam avançar até ao final desse ano. Uma garantia dada então pelo coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém.

Hoje Fernando Afoito afirma “não fazer ideia” do que possa ter levado à mudança de rumo da obra, mostrando-se “surpreendido” com o valor da verba inscrita em PIDDAC. “No PIDDAC para 2007 a obra já estava contemplada e o grosso do montante estava inscrito para este ano”.

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção de O MIRANTE.

Gostei Concordo
Comentários
Nome Email
Autorizo a eventual publicação na edição em papel do Mirante.

2008 © Jornal O MIRANTE, todos os direitos reservados | Termos de Utilização | Política de Privacidade | FAQ’S | Contactos | RSS

Voltar ao topo